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América Latina e as transformações na sua mobilidade

Publicado em: Julho 1, 2021

Por Pedro Palhares, gerente geral do Moovit no Brasil

Em setembro, comemoramos o mês da mobilidade com ótimas reflexões aqui no Mobilidade Estadão. Peço licença para estender a celebração até o começo de outubro, por conta de um evento importante: teremos a realização do UITP Latin America Week, a primeira edição digital, como pede o momento, do encontro regional da União Internacional de Transporte Público. O CEO do Moovit, Nir Erez, estará presente, falando pela primeira vez exclusivamente para a região, o que mostra a posição estratégica que a América Latina ocupa para a empresa.

O Moovit nasceu em Israel, e foi pensado desde o início para ser uma ferramenta global. Ainda assim, meus colegas israelenses se surpreendem com a rápida popularidade conquistada pelo aplicativo na América Latina, e o crescimento acelerado no Brasil. O Moovit encerrou seu primeiro ano presente em 12 cidades brasileiras, em 2017 já estava em todas as capitais e hoje são quase 500 localidades, um movimento parecido com o que foi visto na Argentina, Colômbia, México e nos outros 20 países em que estamos presentes no continente.

É curioso apontar as razões para isso. Ouço muito sobre como o perfil voluntarioso dos povos latinos, de uma vontade de ajudar sua cidade, que se encaixou no espírito colaborativo do Moovit. Isto é refletido na dimensão da nossa comunidade de editores e embaixadores, os Mooviters, na América Latina, a maior do mundo, e sua apaixonada dedicação em colaborar e mapear cidades de diferentes portes. A Cidade da Guatemala, adicionada há poucas semanas, é uma das capitais inteiramente mapeadas pelos usuários.

Desafios da mobilidade

Este contexto ajuda a superar os principais desafios da mobilidade. Em todo o mundo, vemos que as mudanças mais necessárias são de infraestrutura e que demandam muitos recursos, algo que atinge uma escala ainda maior na América Latina. Dentro do mesmo espírito voluntarioso, o setor privado acaba buscando soluções para suplantar esses problemas estruturais, muitas delas oferecidas pela Mobilidade como um Serviço (MaaS).

Um exemplo é o impacto dos aplicativos de caronas compartilhadas pela América Latina, e como isso transformou a forma de circular em cidades médias e grandes da região nos últimos 10 anos. São soluções que não usam recursos público, e que se tornam cada vez mais populares – incluo entre elas também os serviços de micromobilidade e mobilidade compartilhada. 

Há dados para sustentar isso. Pesquisa recente feita pelo Moovit mostrou uma migração do transporte público para carros durante a pandemia, sem tendência de queda nos próximos meses. Em algumas cidades, como Fortaleza e Porto Alegre, o uso de aplicativos quintuplicou nos últimos meses. 

Soluções híbridas para circulação de pessoas

Vejo isso como uma abertura para uma solução híbrida para a circulação de pessoas. Acredito que o transporte público sob demanda, com rotas, horários e tarifas variáveis, e com o uso inteligente de dados, fará parte da próxima grande transformação na mobilidade latina. Um modelo mais eficiente do que um motorista conduzindo um ou dois passageiros, e que seja rápido, fácil de usar e sobretudo acessível. É algo que pode ser 100% privado, como já acontece em alguns lugares do mundo, ou em um modelo misto, com participação do Estado. 

Vejo isso se encaixando também na multimodalidade das viagens, algo que cresce em todo o mundo. Esses serviços sob demanda alimentando sistemas de transporte de massa, como algo de primeira/última milha. Mais uma evidência de como a região está disposta a usar sua criatividade e inovação para testar o novo e superar velhos problemas.

Artigo publicado originalmente no Mobilidade Estadão

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